salta-pocinhas


 

O sr Joaquim hoje levou-me a conhecer a cascata de que tanto me falou ontem. Disse-me que a descida era muito a pique, mas valia a pena. Enquanto ia ladeira abaixo com as minhas Havaianas, não tinha pensado em como poderíamos ter de andar com água pelos joelhos, escorregar nas pedras, segurar-me a tudo o que tivesse raizes e ter muito cuidadinho com a minha máquina que não gosta de quedas nem de água, pelo que teria sido bem mais inteligente levar calçado de caminhada.

O percurso era mesmo, mesmo a pique, poeirento, desagradável e nada de bom anunciava. Comecei a imaginar que a cascata de 10 metros seria, provavelmente, apenas uma ribeira a passar no meio da vegetação.

Algumas arranhadelas depois, chegámos à cascata e ao moinho de água. Seguiu-se uma espécie de canyoning alentejano, em que percorremos todo o ribeiro, até este terminar no rio Mira. Não sei quantas horas demorámos, entre ramos, heras, agarrados a cordas para não escorregar, absorvendo ao máximo o paraíso onde nos encontrávamos. Uma lição sobre plantas, animais,  conversa fiada, pensamentos que me acompanharão por algum tempo e a lembrança de um lugar que não tenho a certeza de existir.

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5 thoughts on “salta-pocinhas

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diga lá qualquer coisinha

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