no cairo


Começámos às 7 e meia. Falafel para o pequeno almoço. Alugámos um carro para passar o dia.

Estando no Cairo, a primeira paragem é a mais óbvia: as pirâmides de Giza. Não sendo eu fã da cultura egípcia, adorei ver ao vivo a escala das pirâmides. E uma vez que a recente revolução afastou a maioria dos turistas, visitámos o recinto com pouca gente à vista. Sobressaíam os camelos e os seus donos, que nos oferecem um passeio único por um preço muito baixo. Este sobe rapidamente assim que queremos voltar para o chão, altura em que exigem mais dinheiro. Avisou-nos o nosso valente Ahmad, que nos protege de todos os esquemas.

Muitas fotos tiradas, alguns aborrecimentos com os vendedores e polícias que insistem em tentar ganhar umas  libras extra.

Tentámos encontrar uma sombra e, afastados de tudo e todos, ficámos a observar as pirâmides na distância. Não durou muito -o sol de julho vence tudo -, mas valeu pela unicidade da experiência. 

Com hora marcada pelo Ahmad, esperámos obedientemente à porta da Pizza Hut, que tem uma das melhores perspetivas das pirâmides. Porque aquele deserto todo que se vê nos postais é pouco mais de uma mancha de areia, comparado com a extensão da cidade que começa logo ali.

Seguimos para Saqqara, outro sítio com pirâmides, desta feita com outra idade e outra arquitetura. Com um calor que não se podia e a conversa do motorista que acha demasiado caro lá irmos, optámos por almoçar num daqueles restaurantes para enganar ocidentais. Mesmo assim valeu a pena!

Continuámos para Dahshur, a última paragem. Tem três pirâmides no meio de um deserto infindável. Uma planície de areia cortada por uma estrada militar, que tomamos para chegar à pirâmide vermelha. Subimos longos 125 degraus, à torreira do sol. Paramos para voltar a respirar, ainda que brevemente. É altura de descer às entranhas da pirâmide. Uns dizem que são 40 metros, outros falam em 65. Descemos muito. Escorregámos por ali abaixo, curvados sob a parede que mal deixava ver o fim. Encontrámos algumas câmaras funerárias, vazias, mas que davam uma perspetiva interessante. Depois de descermos num corredor de um metro de altura, estávamos em salas com 12. No coração do edifício, com um cheiro a amoníaco que entrava pelos pulmões adentro e dava energia extra para finalmente voltarmos para o topo. Apreciámos mais um pouco o vazio que se avistava, os 3 carros estacionados lá em baixo – quase ninguém aqui chega, o que torna a viagem ainda mais apelativa. No regresso ao Cairo, pedi algumas paragens para fotografar. Já não me importei com os quase 40 graus, ocorpo a escaldar e a poeira e entranhar-se quase até à alma.

Num lugar improvável, encontrei um ponto de observação maravilhoso. Eu, as dunas que se curvavam antes da planície que apresentava mais duas pirâmides, lá longe: a negra e a inclinada. Outros tempos, outras construções.

Regressámos ao centro da cidade num dia bom para andar de carro. Era altura de comemoração na cidade, ainda reflexo da revolução. No hotel Meramees, perto da praça Tahir, tentam convencer-nos a não sair. Ou a ficar por perto, antes da esquina. À praça só devemos ir, ainda que brevemente, de dia. Parece que é inseguro e que os ânimos andam tensos.

Lendo as notícias, soubemos que houve 700 feridos nos protestos deste feriado. Só vimos o acampamento, na distância de um carro e no escudo do turismo.

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