# 218


Adoro viagens de comboio.

Por isso, esperávamos a carruagem de primeira classe que chegaria mais ou menos às oito e cinquenta à estaçação de Pin OoLwin, em direção a Hsipaw.

Em Myanmar, os comboios são uma das formas de transporte a evitar: os horários são inconstantes e as viagens podem ser canceladas a qualquer momento. Além disso, grande parte do valor do bilhete vai para o governo, o que significa que estamos a subsidiar uma ditadura sufocante. Mesmo assim, alguns estrangeiros (eu incluída) abdicam facilmente dos princípios e fazem estamesma viagem.

Objetivo: o viaduto Gorteik.

Construído pelos britânicos no início do século XX, era e continua a ser o mais longoe mais alto viaduto de Myanmar. Não precisou de grandes reparações até aos anos noventa, quando teve umas obras mais profundas. Mas ainda hoje treme à passagem de cada comboio que, com a devida inclinação parece precipitar-nos por ali abaixo. A paisagem luxuriante perde-se na distância vertical. Vêem-se algumas cabeças de fora da janela. Aprecia-se a vista metálica que terminará em breve, após a marcha lenta do comboio – é que para evitar maiores reparações, a velocidade tem de ser baixa, para não causar stress à estrutura. E nós agradecemos, assim a vista perdura.

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One thought on “# 218

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