# 330


Domingo acordou cedo. Saiu da cama, comeu torradas com abacate e bacon frito. Bebeu um sumo doce, não sabia bem de quê, mas era saboroso.  E um café. Forte, para acordar a manhã. Colocou no bolso uma almofadinha de gel que manteria as mãos quentes por 45 minutos.

Foi conduzido até Penn Street, onde deixou o carro, ao lado da igreja. O sol já ia alto. Então, depois de observar o velho cemitério, lá foi pelo bosque, caminhar, alternando as mãos pelo bolso quentinho. Ali perto, alguns dog walkers. Famílias que saíram antes do almoço, um ou outro casal e alguns caminhantes solitários.

Por debaixo das botas, ouviam-se as folhas. Não estalavam. Macias, ajeitavam-se às solas, com a experiência de camadas e mais camadas de outonos que ali se acumulavam. Fofinhas, guardavam alguns cogumelos bem escondidos, musgo de vários centímetros, insetos que não se incomodavam com a humidade. A cada olhar, mais algum ser abrigado debaixo da folhagem castanha. Os amarelos e alaranjados ainda dançavam nos ramos, em jeito de despedida, até serem vencidos pelo vento. Mostravam-se ao sol, que entrava pela floresta em feixes fortes e em névoas breves. Feriam os olhos com a doçura da luz que, naquelas breves horas, se foi recolhendo ao seu inverno.

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