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O anúncio de um fim de semana fora deu-me tempo e disponibilidade para prolongar uma viagem de menos de duas horas por três horas e meia. Logo à saída da autoestrada, está uma igreja em ruínas onde sempre pensei ir. Por agora, a altura das janelas não deixa espreitar e a porta está selada. Resta a estrada que nos conduz num corredor verde e longe do movimento. E a ponte de ferro de que ouvi histórias de malteses desde sempre.

Aventurei-me um pouco, tentei ir aos arrozais procurar uma fotos,

mas não fui além do portão…

Voltei para trás, com o sol do fim do dia à minha espera, em casa.

Conduzi, cantei que nem uma maluca e, à  última da hora, na ponte de Alcácer do Sal, num vou pela Comporta – não, vou mas é despachar-me, fui mesmo em direção à Comporta. Paragem aqui, paragem ali, tirei centenas de fotografias. O verde dos arrozais transformou-se em planície.

O vento exibia-se numa dança…

as flores apanhavam os últimos raios antes da sombra…

Mais uns dez minutos e voltei a parar. Afinal, persegui o sol e ali ainda havia luz. E cor de rosa.

E mais…

Pronto, é a última.

Ah, ainda vi cegonhas.

E quando cheguei a casa, contei a todos: hoje, na escola, provámos os primeiros rabanetes! Apesar de eu sempre ter achado que nada sobreviveria às minhas mãos…

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