128_os vizinhos


Os bons vizinhos:

1ªparte

Estava eu no médico, à espera de uma consulta, vem o meu vizinho da frente. Perguntou se estava tudo bem, se precisava de alguma coisa e desejou-me as melhoras.

2ªparte

Já em casa, bateram à porta. A esposa do vizinho perguntou-me como estava, se tinham havido melhoras e disponibilizou-se para o que fosse necessário.

3ªparte

A vizinha do 3º andar, velhota, ofereceu-se para me trazer uns papéis do condomínio, uma vez que não tenho fôlego para subir um lanço de escadas. E, mesmo após alguma insistência minha, fê-lo mesmo.

Os maus vizinhos:

As criaturas que vivem no andar de cima já tiveram a polícia à porta por diversas vezes, porque os chamei por não suportar o barulho (só me falta um gato para ser uma velha rabugenta).

Estavam a fazer mudanças e, quando vim da mercearia, vi a senhora a arrastar um saco muito pesado. Quase completamente afónica, perguntei se precisava de ajuda. “Não, obrigada. Ah, a não ser que pudesse dar-me um saco, dos grandes do lixo. Olhe, dê-me antes dois”.

Como sou boa vizinha (e gosto de me armar), dei-lhe os sacos. Dois minutos depois, bate-me à porta. “Dê-me mais dois.” Hum… Apeteceu-me dizer “Agora que somos amigas, BFF, que tal se não gritasse no hall, à minha porta, não tocassem à  minha porta a dizer que moram aqui, não fizessem festas de tambores às duas da manhã   e me comprassem um gato para me fazer companhia?

Obrigada, bom resto de dia para si também, vizinha.

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