216


acordo de manhã ao som da água a correr pelo vale abaixo. lá fora cheira a chuva e o verão parece tão, tão distante… se espreitar pela janela, sei que verei o verde do jardim, a relva ainda molhada e os pássaros que fazem fila para o almoço nos comedouros.

quando abro a porta, não é o calor que me toca na pele, ou a brisa que sopra. é o ar fresco, puro e quase outonal.

não preciso de fazer mais nada senão sentar-me num banco e ouvir a queda de água. relaxante. esvazia as preocupações, liberta o pensamento. o verde assobia à minha volta, as árvores silenciam o dia, o vale alonga a vista. não preciso de mais.

e quando o corpo se cansar do banco, desço o jardim, fico a olhar a cascata do rio glasgwm.

desço mais um pouco, entro no ribeiro e fico ali, numa solidão boa, a ver a água descer pelas pedras, os fetos a acariciar a superfície e as árvores a espalhar a sua atmosfera de mistério.

  

e com a tarde a terminar, sem sair do perímetro do jardim, passei o dia mais fácil das férias. difícil é dizer o nome do lugar: blaenglasgwm! espera-me uma bebida e um passeio salpicado de chuva, com direito a arco-íris.

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