acabou-se o que era doce I


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acabou-se o que era doce. ou melhor, acabou-se o que era doce, na índia. a viagem terminou após cento-e-cinquenta-e-um-dias. as últimas duas semanas foram muito preguiçosas e aproveitámos pouco de kolkata. mas assim que chegámos ao aeroporto e demos um abraço de ohhh, vamos embora! já?! vieram à memória momentos muito, muito bons. demos connosco, na viagem de avião para bangkok, a rever a nossa índia.

então…

151 dias

15 cidades e redondezas

5 meses, mais coisa, menos coisa

1 voo, muitos autocarros, 18 comboios.

… tudo numa breve passagem por um único país.

em revisão, lembrámo-nos do primeiro dia. a chegada a delhi, saídos de istanbul. aterrador.

fugimos da cidade assim que conseguimos em direção a manali, para nos aclimatizarmos. além da aclimatização, houve tempo para ver as ervas daninhas, explorar as redondezas e ir a naggar.

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ficámos hospedados numa casa no meio de um pomar e a aldeia em volta era muito atmosférica. manali foi um bom começo. fomos às jogini falls

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… e  iniciei a minha aprendizagem da vida hippie. ou melhor, dos hippies modelo quinzena-de-agosto.

quando saímos de manali, fiz uma das viagens de autocarro mais inesquecíveis do mundo e arredores. cheguei a pensar que tivesse mudado de planeta. o isolamento como se imagina e tão mais do que isso… tendas-restaurante a quilómetros de qualquer traço de civilização. picos com neve e glaciares a escorregar pelas montanhas abaixo. estradas a cortar a paisagem lunar.

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estávamos em leh, no ladakh. se a viagem se resumisse a leh, já teria valido a pena. passeios a pépasseios de mota, subidas a uma stupa para ver o entardecer de cortar a respiração. a subida e o entardecer.

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o céu à distância de um braçoe a comida. tanta, tanta coisa que me deixou saudades ainda antes de partir… ah, e passei lá o meu aniversário! vimos bandeiras de oração no topo de colinas, templos, stupas e mosteiros. respirámos profundamente ao ver a cidade, na distância. congelámos os maxilares nas altitudes. escolhemos atalhos, aos solavancos, nas motas. atravessámos poças de água e visitámos mosteiros escondidos.

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a partir de leh fomos de mota ao tso moriri, numa viagem épica. espaços abertos, paisagens lunares, estradas ziguezagueantes, tempestades de areia, lagos e lagoas.

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deixámos leh para trás com a certeza de que voltaremos.

fomos para srinagar num autocarro a cair aos bocados. passámos o pôr do sol em canções de embalar no lago dal. as cores das shikaras, os barcos coloridos, e a luz  que nos prendia os sentidos aos remos em forma de coração. a zona antiga, com varandas de conto de fadas, o rio e as casas decadentes faziam passeios diários pelas nossas tardes.

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de srinagar para amritsar, numa viagem nada fácil, deixámos kashmir. visitámos o golden temple, um dos monumentos mais marcantes. as pessoas disponíveis e bem dispostas, conversadoras, tímidas e algumas (muitas) queriam fotografar as nossas caras estranhas. por falar em estranho – uma cerimónia na fronteira com o paquistão. irreal. excitação, boa onda e muitas gargalhadas.

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e voltámos a delhi, eu cheiinha de medo da cidade. desta vez, vencemos. passámos um dia a comer fast food e a escondermo-nos deste lugar que não gosta de mim. estávamos a caminho de rishikesh e não nos demorámos na capital.

em rishikesh – ou melhor, laxmanjhula -, acordávamos a ouvir os peregrinos a passar a ponte sobre o ganges, que víamos da janela. Vimos macacos atrevidos roubar comida e desfilar pelos cabos da ponte. foram dias relaxantes, de pouco fazer. mas no final estávamos aborrecidos – dez dias foi demasiado tempo…

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próximo destino: mumbai. aqui, estava novamente com medo. as cidades grandes assustam-me. pelo menos as indianas. mas esta foi uma excelente surpresa: mercados coloridos, passeios na marginal e uma visita à maior lavandaria do mundo e a dharavi, numa perspetiva muito positiva de um bairro com mau nome. e os dabhawallas, os homens que transportam milhares de refeições todos os dias, extraviando uma em cada milhão. uma atmosfera colonial feita de passeios pelas avenidas largas, temperados com comida farsi e pudim de caramelo!

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de mumbai, fomos para goa. mas isso fica para outro dia – cinco meses não se resumem a um post…

diga lá qualquer coisinha

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