xô, 2014


vieste com a naturalidade mansa e trouxeste-me as dúvidas todas como quem não quer a coisa. tiveste poucos projetos, foste-te infiltrando aos poucos, deixaste-me esmorecer na passagem dos dias. baralhaste-me. enquanto me habituava às novidades diárias da adaptação a outro país, a um trabalho novo, à distância do que mais valorizo, não reparei que o tempo estava a passar. que outra adaptação chegaria inevitavelmente. trouxeste-me muitos presentes maus. não encontrei o que procurava. ok, também foste bom. mas, bolas, era preciso testares-me tanto? senti-me a perder. aliás, perdi mesmo. não é que cheguei ao fim a sentir que não foste suficientemente bom?

eu que sempre quis viver duas vidas no tempo de uma, desacelerei e não gostei nada. mudei e desapareci um bocadinho. tomei decisões que apenas prolongaram as dúvidas. senti-me menos eu. fui menos eu. acrescentei umas viagens novas, repeti outras, fiz alguns mas poucos amigos. alonguei o currículo, ganhei experiência de trabalho, mas envelheci sem amadurecer. comecei a pintar o cabelo, aquela coisa que nunca quis fazer. e quando quis terminar em grande, viajei. bruges para acabar com 2014. e não é que uma das primeiras coisas que vi na cidade antiga foi o interior da farmácia? fiquei doente, arrastei-me febril pelos dias. passeei todas as tardes para não venceres, a sentir-me cada vez pior, mas não desisti. acabou 2014. até que enfim. (2015, sê bem vindo. um aviso: começaste com uma ressaca, mas é bom que melhores).

e bruges, num tom colorido:

brugge (2)

 

brugge (5)

 

brugge (1)

 

brugge (11)

 

brugge (4)

 

brugge (10)

 

brugge (8)

 

brugge (7)

 

brugge (3)

 

brugge (9)

 

brugge (6)

a um 2015 cheio de cor!

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One thought on “xô, 2014

  1. Já tinha saudades das cores e da água desta cidade onde fui tão feliz, ao contrário da nossa D. Isabel, Duquesa de Borgonha, que deixou aí nessa catedral dois dos seus filhos e teve que aturar um marido infiel e uma grande revolução. E não obstante a sua vida difícil, ainda conseguiu ditar a moda europeia em pleno sec XIV. Adorei Bruges e Gant que para mim são as cidades Belgas mais bonitas. Ainda bem que postaste estas fotografias. Já tinha saudades!

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